
A nossa investigação
A nível global
Segundo estudos da Universidade de Lund, na Suécia, as taxas de suicídio entre jogadores problemáticos são quinze vezes maiores do que a população em geral.
De acordo com a estimativa mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016 a perda global anual dos apostadores foi estimada em US$ 400 mil milhões.
A nível nacional
Em Portugal, de acordo com Inquérito promovido pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), a prevalência de jogos de fortuna ou azar (jogos a dinheiro) em 2022 foi de 55,6% na população entre os 15 e os 74 anos, mais 7,6% face a 2017.
Com efeito, as receitas brutas do jogo online subiram de 65.4 milhões de euros (2019) para 227.4 milhões de euros (2023).
Mais de 215 mil portugueses já foram autoexcluídos, ou seja, pediram para serem impedidos de jogar online. No entanto, os novos registros em casinos online passaram de 163.9 mil em 2019 para 319.5 mil em 2023.
Num estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) mostra que quase 20% de jovens estudantes do ensino superior público da cidade do Porto podem sofrer de dependência de jogo.
A maioria dos estudantes inquiridos joga habitualmente jogos de azar (66,4%), sobretudo jogos online e jogos de vídeo (52,9%), raspadinhas (36,8%) e lotaria (26,3), seguidos de apostas desportivas. Cerca de 8,2% já gastaram mais de 100 euros em jogos num só dia.


Na nossa escola
No nosso colégio, os números também não são promissores, segundo um inquérito realizado por nós, 44% dos alunos do 11º ano já apostaram, sendo os jogos de azar mais utilizados as apostas desportivas (25%) e a lotaria (26,6%).


Neste inquérito foram recolhidos dados de 76 de 150 alunos do 11ºano.
Entrevista
Após o inquérito, decidimos convidar um dos nosso pares para nos esclarecer sobre os hábitos de um jogador.
